10 coisas que fazem sua viagem mais cara

Aqui vai uma lista de coisas bastante óbvias, mas é sempre bom lembrar:

1- Avião toda hora

Pega o menor número de vôos possível. Pega ônibus, trem, aluga carro, sei lá. Pesquise as opções. Em algumas raras excessões o avião vai ser o meio de transporte mais barato (exemplo: na Europa, em alguns trechos, a passagem de trem sai mais cara que um vôo low coast), então é sempre bom pesquisar antes, claro. Mas a tendência é que outros meios de transporte sejam mais baratos que avião.
Exemplo: atravessando a fronteira entre Cambodia e Laos, de ônibus. E a noite que é pra economizar uma noite de hospedagem :P
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2- Botar um monte de destino caro na mesma viagem

Tenta variar! Por exemplo: Austrália e Nova Zelândia na mesma viagem. Geograficamente até faz sentido, mas ambos os países são caríssimos. E a Austrália é gigante, vale mais a pena fazer uma viagem SÓ pra Austrália e fazer os trechos internos de bus (tem o Greyhound) ou de campervan e evitar trechos aéreos, como eu já expliquei no item 1. Se você não quiser viajar só pela Austrália, inclui países do sudeste da Ásia tipo Laos, Vietnã, Indonésia… Vai sair tipo 1/3 do que ir pra Nova Zelândia.
Dica: Para destinos caros, tente ir em baixa temporada.

3- Hospedagem cheia de frescura

Desapega do luxo e fica em hostel. Preciso explicar que um dormitório com 18 pessoas num albergue vai sempre ser mais barato que hotel? No fim das contas você vai passar  dia inteiro perambulando e só volta pro hotel pra dormir. Portanto, um banheiro limpo e uma caminha é tudo que você precisa.
Alugar um quarto na Isla del Sol, no lago Titicaca (Bolívia):
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Dormitório em Hiroshima (Japão), dormindo no chão:
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Dica: Considere o Couchsurfing (tem um post aqui sobre o que é couchsurfing e como funciona).

4- Restaurante ‘armadilha de turista’

Eu sempre defendo que experimentar a culinária local é uma excelente forma de ‘imersão cultural’ :P Mas, evita aquele restaurante de turista.
O melhor exemplo de armadilha que brasileiro adora cair: Cabaña Las Lilas, em Buenos Aires. Siga La Vaca também. A gente acha que é onda ir lá e comer o maior bifão possível. Chega lá, ta lotado, tem que reservar com antecedência e advinha: Só tem turista dentro! E a maioria é brasileiro. Se você catar outros restaurantes, na mesma rua, vai ver que tem muito mais argentino nos outros – e eles ainda são mais baratos. Em outros bairros então, melhor ainda.
ps.: Não to dizendo que o Siga La Vaca e o Cabaña são ruins, só estou dizendo que os argentinos NÃO frequentam e que são mais caros do que restaurantes menos famosos.
Restaurantes locais tendem a ser menores, às vezes tem cara de pé sujo, muito frequentemente não tem menu em inglês e o garçon não necessariamente fala inglês… Mas eles são geralmente bem mais baratos. Feiras e ‘local markets’ também. E tu também não precisa comer fora todo dia, né? A cozinha do albergue tá lá pra isso.
Local market / feira em  Chiang Mai – Tailândia:
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5- Compras e liquidações

‘Porque a Zara na Europa é mais legal que no Brasil, e a Forever 21 dos Estados Unidos é muito barata…bla bla bla’ Não faça isso! Tem gente que viaja PARA fazer compras, eu não tenho nada contra… Mas, se você ta viajando para conhecer o lugar, passa longe das lojas que é pra nem precisar resistir a tentação.
Harrods London em dia de boxing day: Passei em frente e não entrei!3364925320_55047a137b_b

Galerias Lafayette em Paris? Passa longe!
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6- As benditas ‘lembrancinhas’

Ainda na categoria ‘compras’: Não, você não tem que comprar um imã de geladeira pra sua tia, uma camisa pro seu irmão, um chaveirinho pra amiga do trabalho e uma miniatura pra cristaleira da sua avó a cada cidade que for. O povo lá em casa já sabe que além de não estar disposta a ficar gastando com presente em todos os países que vou, não tenho como carregar tudo isso na mochila. E ninguém fica chateado, te garanto :)
Chinatown em Cingapura: chei de porcaria pra comprar!
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7- Bebida

A ideia de que você pode beber todo dia porque tá de férias custa caro. Eu quase não bebo, então é fácil falar. Se você gosta muito de bebida e considera isso parte da experiência, tenta pelo menos beber com moderação e prefira comprar no mercado do que nos restaurantes.
Bota na ponta do lápis quanto você gastou de cachaça na última viagem – o número provavelmente vai te incentivar a reduzir o gasto na próxima.
Dica: Existem exceções! Em alguns países, beber é barato. No Laos e no Cambodia, por exemplo, a cerveja era 50 cents. Até eu que não curto muito, bebia uma todo dia – mais barato que água!
Balde de whiskey em Phi Phi Island: Pode – é barato.
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8- Atividades ‘extras’

Bungy jumping, saltar de para-quedas, mergulho (scuba diving), trilha guiada naquele parque nacional, cruzeiro pelo rio tal, ingresso daquele musical, day-pass no parque temático, etc etc.
Eu faço essas coisas, não to dizendo pra você não cortar tudo não. Mas pesquisa se aquele passeio vai mesmo acrescentar muito na viagem, cata os reviews no tripadvisor em vez de sair topando tudo que aparecer.
Fantasma da Ópera em Londres: Caro, mas pagaria outras mil vezes :)3364942834_e72915d1f0_o
Jet ski em Bali: Desnecessário. Belo exemplo de como NÃO gastar seu dinheiro. Mas sim, essa sou eu na foto.
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9- IOF

O famoso Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é uma taxa que você paga toda vez que compra alguma coisa numa moeda internacional (6.38% nos cartões, inclusive débito e travel cash – 0,38% quando você compra moeda estrangeira no Brasil).
Dicas:
– Não tem muito como desviar desse imposto. Todavia, como é um imposto brasileiro, ele simplesmente NÃO existe em outros países. Ou seja, se você levar dinheiro, em cash, e trocar no país de destino, você não paga IOF. Mas aí tem o risco de levar seu dinheiro todo em cash e ser roubado… Ou o câmbio no país de destino pode ser pior que no Brasil.

10- Câmbio ingrato

A cotação sempre varia. Então, é claro que fazer aquela viagem pra Europa quando Euro está batendo 4 contos, vai sair muito mais cara do que quando o Euro está baixo (ou ‘menos alto’).
Isso é óbvio, mas como evitar o câmbio ruim?
– Planejamento: Se você SABE que vai pros EUA ano que vem, por exemplo, mesmo que ainda nem tenha a passagem. Fica de olho no câmbio e vai comprando dólar quando baixar (vai pagar IOF, mas é a vida… Mas na compra de moeda, o IOF é 0,38, não é tão ruim e raramente vale mais a pena trocar dinheiro nos EUA).
– Em tempos de desvalorização do Real, pesquise países em que a moeda é mais baixa que o Real. Exemplo: Peru, Bolívia, Uruguai, Argentina, Chile, Tailândia, Indonésia, Índia, Croácia, África do Sul, Hungria, México, República Dominicana… etc. Câmbio muda, mas esses países normalmente tem a moeda mais baixa que nossa, mesmo com a desvalorização.
– Se ficar dentro na América Latina, melhor ainda. Nossos vizinhos em geral tem moeda mais desvalorizada que a nossa, como eu disse. E é ainda melhor porque dá pra simplesmente levar dinheiro em Real e trocar lá. Ao contrário da Ásia, que  se você levar Real, vai passar perrengue pra trocar. O ideal é levar dólar ou usar cartão de crédito pra sacar lá (e engolir o IOF de 6,38%). Na minha experiência, trocar o dinheiro no Chile, Uruguai, Argentina e Bolívia valeu mais a pena do comprar essas moedas em casas da câmbio no Brasil. Na Argentina eu ainda achava restaurante e loja que aceitavam Real e faziam a conversão melhores que nas casas de câmbio.
Ps.: A passagem aérea vai ser cara de qualquer forma, porque normalmente é em dólar. Só to dizendo que viajar pra esses países tende a reduzir seu custo com hospedagem, comida etc.
Exemplo: Sendo rica no Laos (só que não)
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