Museu do Apartheid em Johannesburg

É de engolir o choro.

E por ser recente é mais chocante ainda. Nunca tinha parado pra pensar o quão recente é o apartheid. Qualquer pessoa negra da minha idade, por exemplo, viveu essa segregação. E presenciou toda a violência que foi preciso pra que a “injustiça legalizada” acabasse.

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A moça da recepção do albergue que eu dormi, o caixa do supermercado eu fiz compras… A cada vez que eu vejo um negro sul-africano, fico pensando se ele perdeu um parente assassinado, ou como foi pra ele ser tratado dessa forma, por pessoas como eu. :(

Andando pelo museu, lendo todas as histórias, os posters… Já com um nó na garganta… Parei pra assistir os vídeos da propagada política explicando que negros e brancos são diferentes e segregar super faz sentido, que eles não sabem como votar, não tem porque receber a mesma educação (!!!) que brancos e outros absurdos… Olhei pro lado, tinha um grupo de estudantes negras, assistindo o vídeo junto comigo. Minha vontade era pedir desculpas.

A dívida é histórica e eterna. Aqui, no Brasil, no mundo todo.

Aqui, a segregação legalizada acabou em 93, mas luta pela igualdade tem que ser diária e tá longe de acabar.

 

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Um comentário sobre “Museu do Apartheid em Johannesburg

  1. E o que mais dói é saber que muita gente no mundo ainda mantém esse pensamento separatista :/

    Bonito post Lu, vamos fazer nossa parte para a mudança no mundo.

    PS: Poste mais vezes :*

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