Roteiro: 6 semanas na África (Quênia, Tanzânia, Zanzibar, Namíbia, Botswana, Zimbábue e África do Sul)

Resumão do roteiro da viagem, passando pelos seguintes países, em ordem: Quênia, Tanzânia, Namíbia, Botswana, Zimbábue e África do Sul.

Vou postar coisas específicas sobre cada lugar, esse post é só um resumão do roteiro completo.

* A gente fez em aproximadamente 6 ou 7 semanas. Mas dá pra ficar menos ou mais tempo. Vocês vão ver ao longo do post que na Namíbia e na África do Sul  a gente passava tipo uma semana escalando na mesma cidade, se você não escala, consegue fazer o mesmo roteiro em um mês.

Mapa da viagem:

Dia 1 – Voo saindo da Austrália
4 voos no: Brisbane > Perth > Johanesburgo > Nairobi

Dia 2 – Voo da África do sul pro Quênia
Albergue em Nairobi:  Manyatta backpackers

Dia 3 e 4  –  Nairobi
Sugestões de coisas pra fazer: Giraffe park, Elephant Orphanage, kibera (favela), dar uma volta pela cidade

Dia 5 – Ônibus pra Arusha (Tanzânia) – Riverside shuttle.
O albergue em Nairobi ajudou a gente a fazer a reserva. A maioria dos hotéis e albergues faz a reserva pra você. É mais fácil que tentar fazer sozinho (nem todo mundo fala inglês).
Arusha é onde a maioria dos safaris começam.

Albergue em Arusha: Arusha Backpackers

Dia 6 – Início do safari – De Arusha para Lake Manyara
Fizemos o safai com a African Scenic Safaris. Eles buscaram a gente no albergue as 9am.
Acampamos em Lake Manyara.

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Dia 7 – Lake Manyara – Serengeti
Game drive + Acampamento no Serengeti

Dia 8 – Serengeti – Ngorongoro Crater
Acordamos as 4am pra ver os felinos caçando (eles caçam a noite, mas não pode fazer safari a noite sem uma espécie de permissão oficial).
Algumas horas no carro até Ngorongoro Crater, acampamos por lá.

Dia 9 – Ngorongoro Crater – Lake Eyasi
Ngorongoro Crater pela manhã + algumas horas no carro até Lake Eyasi, acampamos em Lake Eyasi.

Dia 10 – Lake Eyasi
Chegamos em Lake Eyasi a tarde. Montamos o acampamento e fomos visitar uma família da tribo Datoga.

Dia 11 – Lake Eyasi e Vila Maasai
De manhã cedo visitamos a tribo Hadzabe Bushmen  (um grupo étnico que ainda vive de caça e fala via ‘click’ – em meio as palavras, algumas sílabas são uns barulhos, tipo um click).

De lá já pegamos a estrada sentido Moshi, pra conhecer uma vila da tribo Maasai. Acampamos na vila, junto com o povo Maasai (já aviso logo que não tem banho nesse dia).

Dia 12 –Vila Maasai e Moshi
Passamos um tempo na vila pra conhecer mais sobre a cultura deles, e fomos numa caminhada com dois líderes da tribo. Na caminhada eles vão mostrando as plantas que eles acreditam que sejam medicinais – é bom ter um guia local pra traduzir as coisas pra inglês

No fim do dia, fomos até Moshi.
Pousada em Moshi: Hibiscus B&B

Dia 13 – Trilha no Kilimanjaro
Fizemos um pedaço só da trilha, em um dia. Fazer a trilha completa custa 1500 USD por pessoa. Gastar 3mil dólares em 5 dias não coube no nosso orçamento :(

A trilha completa, na via mais fácil, tem apenas 34km. Qualquer pessoa que relativamente ativa, consegue fazer. Mas tem que aclimatisar por causa da altitude, então a subida leva 4 dias, e um dia de descida. Totalizando 5 dias de trilha, em que tem que você deve estar acompanhado por um guia certificado, é regra. Além de ter que pagar uma taxa, por dia. Por isso os 3 mil dólares.

Dia 14 – Perambular em Moshi e voo para Zanzibar
Demos uma passeada pela cidade de dia e no fim da tarde pegamos nosso voo (precision air) do Kilimanjaro Airport para Zanzibar.

Albergue em zanzibar: Kajibange Bar and Guest House, em Nungwi Fish Market

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Dia 15 – Zanzibar
Mergulho e aquário (fica na beira da praia, é uma unidade de preservação de tartaruga)

Dia 16 – Zanzibar
Pegar uma bike pra explorar a ilha.

Dia 17 – Zanzibar – Stone town
Stone town é patrimônio mundial da humanidade por causa da arquitetura. E é a maior cidade da ilha. Vale a pena passar um dia lá pra ver um pouco da vida real – que não é a sombra e água fresca de Nungwi, onde eu fiz o mergulho.
Albergue: Malindi Guest House

Dia 17 –Ferry de Zanzibar pra Daar Es Salam e voo de Daar Es Salam pra Namíbia
Passamos o dia viajando. Teve a barca, depois taxi, depois um voo pra Africa do Sul e o outro voo pra Namíbia, chegamos em Windhoek no fim do dia.

Pegamos um carro alugado no aeroporto, e partimos pro camping.
Acomodação: Urban Camp –  em Windhoek.

Dia 18 – Dirigimos até Swakopmund
Passeamos pela cidade e fomos até as dunas do deserto.

Dia 19 – Dirigimos até Spitzkoppe
E ficamos lá por 3 dias, escalando. Se você não escala, vale a pena mesmo assim, mas um dia só basta.

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Dia 23 – Voltamos pra Windohoek
Devolvemos o carro em Windohoek.

Dia 24 – Nesse dia começamos um adventure tour  de 7 dias até Victoria Falls com a Nomads Tour*

Pegamos o caminhão em direção a fronteira da Namíbia com a Botswana. Acampamos em Ghanzi. No Ghanzi Trail Blazers.

*Nomads Tour é uma cia turismo da África do Sul. As tours são feitas de caminhão e acampando pelo caminho. Eu particularmente evito esse tipo de turismo em grupo. Tudo tem hora marcada, eles fazem tudo por você e tira um pouco a graça da descoberta. Mas eu não tinha escolha. Era MUITO caro alugar o carro na Namíbia e devolver no Zimbábue. Vou fazer um post sobre a Nomads depois, e explicar em que situações eu acho que vale a pena. E no fim das contas nem foi tão ruim, conhecemos um grupo de pessoas legais, e só pelo fato de ser acampamento e caminhão já fica mais interessante.

Dia 24 – Ainda no Ghanzi visitamos uma tribo que eles chamam de San People ou Bushman. E seguimos em direção ao Okavango Delta. Paramos pra acampar no Sepupa Swamp Stop Rest Camp (não tem site, como a maioria dos campings, mas tem uma lista de acomodação na Namíbia aqui).

Dia 25 – Pegamos um barco pro meio do Okavango Delta. Acampamos lá por duas noites. Foi pra mim um dos destaques da viagem. Vai ter um post sobre o delta em breve.

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Dia 26- trilha, caminhada, barco, etc. Ainda no Delta.

dia 27 – Começamos a ir em direção ao Chobe National Park.  Fronteira com a Namíbia de novo.  Acampamos no caminho.

Dia 28 – Chegamos em Chobe. Fizemos mais um safari e um passeio de barco pelo rio no por do sol. Vimos vários animais! Recomendo demais.

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Dia 29 – Passamos na fronteira da Namíbia com o Zimbábue e chegamos em Victoria Falls.
Onde acaba o nosso tour de 7 dias com a Nomad e voltamos a viajar sozinhos :)

dia 30 –  Dormimos no Shoestrings Backpackers. Em Vic Falls.

Em Victoria Falls a principal coisa pra ver é a cachoeira mesmo, é a maior do mundo. Fica na fronteira com o Zâmbia. Mas tem uma série de outras coisas pra fazer e ver, e muito o que aprender sobre o Zimbábue (vou fazer um post sobre isso também).

Dia 31 – Voo de Victoria Falls pra Cape Town (conexão em Johanesburgo). Chegamos em Cape Town a noite. Alugamos um carro no aeroporto de Cape Town e marcamos de devolver no aeroporto de Johanesburgo – nosso voo de volta pra Austrália saía de lá.

Acomodação em Cape Town: Recomendo a House on the Hill, em Greenpoint. Tem cozinha equipada, lugar pra parar o carro, e a localização é ótima. Se for pesquisar outras opções, aconselho ficar em áreas como Greenpoint ou Seapoint.

Dia 32 – Fomos ao mercado prazer compras pros próximos dias, e visitamos uma academia de escalada pra comprar os guias de escalada que a gente ia precisar (estava chovendo demais pra qualquer programa outdoor, então escalamos um pouco indoor – já tava lá mesmo né? :P ).

Dia 33 – Passamos o dia em Simons Town e Cape of Good Hope (Cabo da Boa Esperança). Na volta visitamos Boulders Beach, a praia dos pinguins.

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Dia 34 – Table Mountain :)
Tem como ir pela trilha, pelo bondinho, tem como escalar… Mas TEM que ir.

Dia 35 – Perambulamos pela cidade. Tem boo-kaap pra ver, tem museus… Acho que vale a pena reservar um dia pra andar pelo centro e ver as coisas normais acontecendo, as pessoas indo trabalhar… Vida normal. E o centrinho da cidade é uma graça.

Dica (não fui, e me arrependo) : Robben Island. Pra visitar a prisão onde Nelson Mandela ficou. Parece muito interessante.

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Dia 36 – Saímos de Cape Town. Para escalar / fazer trilha em Cape Peninsula num setor chamado The Mine. E seguimos viagem em direção a Montagu, onde a gente ia passar os próximos dias.

Passamos uma semana lá. Se você não escala, um dia em Montagu é suficiente. A cidade é bem pequenininha, tem uns vinhedos, fazendas, uns restaurantes de família que são fofos e tal. Mas não tem muito pra fazer a não ser escalar :)

Acomodação: Desse ponto pra frente a gente ia reservando self-catering rooms no Airbnb.

Albergue sai mais barato. Mas como a gente já estava na estrada ha mais de um mês, acampando, dormindo em albergue barato, já estávamos um pouco cansados do ritmo. E ficar na casa de outras pessoas sempre é legal, porque é como ter um amigo local. A gente ia no mercado, cozinhava, conversa com o vizinho da rua (as donas e donos dos quartos que a gente alugava :P ), fica mais fácil de vivenciar a vida real nas cidades.

Dia 38 – Em um dos dias que tiramos de rest day da escalada, dirigimos até  a costa pra fazer o mergulho com o tubarão branco (na gaiola). Recomendo muito. Tem mais detalhes nesse post aqui: Mergulhar com Tubarão Branco na África do Sul.

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Dia 40 – Seguimos viagem para Oudtshoorn, ainda em Western Cape.
Ficamos lá uns 5 ou 6 dias.

Pra quem não escala, acho que vale a pena uns 2 dias lá.
O que tem pra fazer / ver:
Cango Cave – recomendo MUITO! Façam a adventure tour.  E o Cango Wildlife Ranch.

Sobre o Cango Wildlife Ranch: é meio zoológico. Então fica aquela relação de amor e ódio. Fui visitar porque os locais dizem que não é zoológico, que eles recuperam os animais, cuidam, ajudam a preservar, tem um monte de ações de reprodução em cativeiro pra animais que correm risco de extinção (cheetah, por exemplo), tem animais que eles dizem já não são encontrados na natureza (leão branco africano, por exemplo) e que eles estão se programando pra reintroduzir na natureza no futuro, etc. Mas não sei. Li várias coisas e sim acho que eles tem um lado legal de cuidar e preservar, mas tem animais lá que estão lá só pelo turismo mesmo (o tigre de bengala, por exemplo, na jaula só por turismo).

Dia 46 – Dirigimos de Oudtshoorn para Johanesburgo

Dia 47 – Johanesburgo
Dica: Visite o museu do Apartheid. Tem um post sobre o museu aqui.

Nós só ficamos um dia em Johanesburgo. Achei a cidade caótica, poluída, um trânsito absurdo o tempo todo. E supostamente violenta (segundo as estatísticas…). Não curti ficar lá, pra ser sincera. Por isso só ficou um dia e meteu o pé pro interior de novo.

As principais atrações são o Museu do Apartheid e  Soweto*.

Eu particularmente não quis visitar Soweto. Curiosidade não me faltou, mas eu não achei nenhuma forma razoável de fazer a visita. Se você for sozinho (dizem que) é muito perigoso. E ir com as companhias de turismo locais me pareceu muito ofensivo com os moradores. Você entra numa van, dá uma volta pelo lugar tipo observando a pobreza pela janela. Não sei, me pareceu como fazer um safári, só quem vez de observar a fauna, você observa a pobreza alheia. Se eu tivesse a chance de conhecer um morador local, iria com certeza. Mas passar de carro, olhando as pessoas passando fome pela janela não me pareceu uma boa idea.

Dia 48 – Dirigindo o dia todo, de Joburg até Waterval Boven

Waterval Boven é uma meca da escalada esportiva. É super famoso porque vários escaladores renomados já estiveram lá. A RedBull fez uns documentários com a Sasha DiGiulian  e etc. Mas, sinceramente, se você não escala, pode pular essa parte do roteiro. Não tem mais nada pra fazer na cidade :)

Passamos 3 dias lá. O plano era passar uma semana, pelo menos. Mas tivemos um pequeno incidente de furto (mais explicações neste post aqui). Não houve violência, mas meio que eu perdi o encanto pelo lugar e quis seguir viagem.

Dia 49 – Seguimos em direção ao Kruger National Park e o Blyde River Canyon.

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Onde ficar
Conhecemos um amigo Sulafricano, escalando em Bovan e a dica dele é:
Enquanto estiver no Kruger, fique dentro do Kruger. Eu não consegui acomodação dentro do parque porque não fiz reserva e era semana de férias escolares na África. Você pode se hospedar fora do parque, e passar o dia dentro do parque, mas o Nick recomenda ficar dentro do parque, é mais conveniente e se você tiver sorte vai ver animais selvages do lado do sua barraca, como foi com a gente na Tanzania e Botswana.

Parar reservar acomodação dentro do parque, o site é esse aqui SAN Parks. Fica de olho que tem um monte de site fake por aí. Existem vários tipos de acomodação (luxo, bangalô, quarto, acampamento etc) em vários camp sites. Os rest camps mais recomendados pelo Nick são Lower Sabe, Satara ou Skukuza.

Se você optar por ficar fora do parque, as cidades melhores são WhiteRiver, Hazyview e Graskopp. Ficamos em Hazyview (num Airbnb de novo). Visitamos as outras três cidades, Graskopp pareceu a mais interessante delas, e fica perto do Blyde River Canyon.

Dia 50 – Fizemos o self-drive safari no Kruger (indo e voltando de Hazyview)
Dia 51 – Passamos o dia no Blyde River (indo e voltando de Hazyview).

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Dica: Pra não ficar indo e voltando de Hazyview todo dia, recomendo ficar hospedado dentro do parque (no Skukuza, de preferência) uma noite ou duas, pra você ter tempo de dirigir pelo parque, ver os animais e tal. E na saída, fica pelo menos uma noite em Graskopp pra poder visitar as atrações do Blyde River.

Dia 52 – Dirigimos de Hazyview pra Joburg. E pegamos nosso voo pra casa a noite.

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